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Os riscos de ser um “atleta de verão”

Os riscos de ser um “atleta de verão”

Fazer exercício na estação pode parecer bom, mas ideal é que prática se repita o ano todo

Banho de sol na praia: com protetor solar, risco de câncer de pele cai drasticamente.
A cena é comum no litoral. Pessoas que não fazer exercício o ano todo aproveitam a praia para correr, pedalar, nadar, jogar frescobol. É o “atleta de verão”. A atividade física vai pelos ares quando o cidadão retorna à cidade grande. Seja porque a pessoa não tem mais tempo, ou não tem mais ânimo, ou não vê resultados. Fazer exercício no verão pode parecer bom, mas especialistas garantem que o ideal é que a prática se repita nas outras estações do ano. E, sim, há maneiras de um “atleta de verão” fazer com que a atividade física se torne um hábito para o ano todo.

O principal é iniciar uma atividade física de que goste. Com esta estratégia, a possibilidade de continuar a realizar esta atividade é muito grande, mesmo após o término do verão”, afirma Sandro Silva, personal trainer há mais de 15 anos e autor do blog Treinamento Vip, no portal Bem Paraná. “É bom sempre ter em mente que a atividade física tem que se tornar um hábito, como escovar os dentes”.

Um dos motivos que leva a pessoa a largar a atividade física iniciada no verão é a “falta de resultados”. O indivíduo não sente progresso em termos de tonificação muscular ou fôlego extra — em resumo, não se sente “sarado”. Isso acontece porque muitas vezes a pessoa inicia a atividade física sem a paciência necessária para ver os resultados. “Tudo é gradativo, pois o organismo precisa se ajustar, se reprogramar, e isso dura em média 12 semanas”, diz Silva. “A partir deste período, a reprogramação metabólica começa a produzir os resultados almejados”.

E quanto à falta de tempo? Para racionalizar o tempo, surgem treinamentos modernos, com pratica de uma atividade física com intensidades elevadas num curto espaço de tempo. Academias modernas têm equipamentos que possibilitam isso. O aparelho de última geração nesse sentido é a aerobike, que utiliza a musculatura de todo o corpo num só movimento, elevando o gasto calórico. Foi eleito em 2012 como o melhor aparelho de fitness do mundo. E cada modelo possui sua peculiaridade. Podem servir tanto para um programa de treinamento como para reabilitação física. Há até modelos projetados especificamente para cadeirantes. Ou seja, até mesmo eles podem deixar de lado a prática de ser apenas um “atleta de verão”.

ESTEIRA “ENGANA”, AFIRMA PERSONAL TRAINER

A esteira ergométrica normalmente é o primeiro aparelho procurado quando alguém quer iniciar um treinamento numa academia. Na maioria das vezes é o primeiro a ser incluído na ficha de treinamento. É bastante utilizado em salas de fitness e até nos domicílios. Contudo, segundo o personal trainer Sandro Silva, deveria ser banido do treinamento físico. “Para se ter resultados nos treinamentos físicos, o primeiro passo é abandonar a esteira, aparelho que engana”, afirma ele.

Segundo o instrutor, a esteira ergométrica acentua lesões nas articulações do quadril, joelho, tornozelo e região lombar da coluna vertebral. “Ela acentua a perda de massa magra e age de forma ativa na protusão de ombros, principalmente naqueles que a utilizam para correr, que aumentam os riscos de lesões nas articulações”, explicou o especialista. “Ela atua de forma lesiva na coluna quando induz o movimento brusco da perna para trás, acentuando a pressão interdiscal das vértebras”.

Silva afirma que já recebeu muitos clientes que afirmam que conseguem ficar uma hora na esteira, mas não passam de 15 minutos caminhando na rua. Segundo ele, na rua a utilização da musculatura é muito maior; na esteira esta utilização para o deslocamento é praticamente nula. “Quem faz o movimento do tapete da esteira ergométrica é o o motor; o corpo simplesmente acompanha. Isso anula a ação dos músculos, tendo apenas a ação de acompanhar o movimento do tapete”, explica.

Mesmo assim, há quem defenda o equipamento. “A esteira é boa para dar um condicionamento cardiorrespiratório”, falou a fisioterapeuta Giuliane Müller.

EM FORMA
Atividades do dia-a-dia que trazem resultado em termos de atividades físicas de uma semana, de um mês ou de um ano.

  • Abdicar-se do elevador e sempre usar a escada
  • Tentar caminhar o maior trajeto possível sem a utilização do carro
  • Tentar substituir o carro pela bicicleta
  • Sempre ir a um parque para a higienização da mente
  • Tentar acompanhar uma criança em suas brincadeiras

RISCO DE LESÃO É ALTO NO VERÃO
Pessoas que se exercitam apenas no verão correm mais risco de sofrer lesões. Nesta época que o calor é mais acentuado e há muita perda hídrica, o que proporciona um desgaste maior para todos os sistemas do corpo.

Além disso, muitos iniciam um treinamento de forma intensa, esquecendo-se das bases fisiológicas para realizar as atividades.

Esse risco de lesões também é muito visto, por exemplo, naqueles futebolistas de sábado. Segundo o personal trainer, isso traz mais malefícios que benefícios. Há prejuízos para tendões, nervos e músculos, sem falar do condicionamento físico. “Essa prática de se realizar uma vez por semana é muito prejudicial ao sistema cardiovascular, sobrecarregando todo o sistema”, diz Silva.

INSTRUTOR
Segundo o personal trainer Sandro Silva, se a atividade física tiver um instrutor, melhor. “Ele é o profissional que irá conduzir o seu treinamento da melhor forma para a busca de seus objetivos”, diz Sandro Silva. “Ele possui todo o conhecimento possível para uma atividade física prazerosa, motivante e segura”.

FONTE: Bem Paraná
LINK:
 http://www.bemparana.com.br/noticia/303394/os-riscos-de-ser-um-atleta-de-verao